Ask Google Guru:

terça-feira, 12 de maio de 2015

PROVISÓRIO



Meu tempo é agora,
mas, por enquanto, não hoje.
O minuto seguinte ainda está longe
e queima como uma promessa desfeita:
viver urge, num vagar que nos causa vertigem
enquanto as cinzas caem, depositadas mansamente
nas ânforas de tempo que os deuses, com seus clarins,
seus flautins, suas trincas de oboés, seu violão, seu tambor, 
concedem a quem tem pressa de ser infinito, ser maior
que aquele minuto que vem vindo de longe
dizendo que viver urge, e nosso tempo
é agora, mesmo que não seja
hoje.

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